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Investimento no negócio em baixa

Com a demanda do consumidor retraída e a atividade econômica estagnada no país, inclusive com piora dos índices de empregabilidade e de renda, o empresariado brasileiro tem se mostrado pouco interessado em aumentar investimentos em seus negócios. Se levados em conta os próximos 90 dias, o indicador de investimentos calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL  registrou 25,98 pontos em junho, sendo que quanto mais próximo de 100, maior é a propensão ao investimento.  O resultado mostra uma piora do cenário, já que o índice ficou abaixo dos 32,06 pontos observado em maio deste ano.  

 

Quase um quarto (24,4%) dos empresários ouvidos pelo levantamento pretende realizar algum investimento nos próximos 90 dias. Dentre esse universo de empresários, os recursos financeiros pessoais aparecem com força: 70% citam os recursos poupados por eles mesmos como fonte de financiamento. Apenas um quinto (20,5%) menciona empréstimos em bancos e financeiras como o recurso a ser utilizado.

 

“Para se ter uma ideia, a taxa média de juros cobradas em empréstimos para pessoa física chega a ser três vezes mais caras do que a cobrada em empréstimos com recursos do BNDES. Ainda há um desconhecimento por parte desses empresários da existência de linhas de financiamento mais baratas e adequada ao perfil de suas empresas”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

 

Os investimentos mais citados por esses  empresários são reforma e ampliação da empresa (48,2%), compra de equipamentos e maquinário (38,5%), investimento em propaganda e comunicação (33,8%) e ampliação do estoque (33%).