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Entrevista com Paulo Sérgio

Paulo Sérgio Nascimento é Consultor e Instrutor do Sebrae. Atua há dez anos em consultorias, cursos, palestras e oficinas em Gestão Financeira, Planejamento Estratégico, Análise de crédito e Negociação (Mediação e comunicação na empresa) para MEIs, MPEs e EPPs na cidade do Rio de Janeiro e em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Qual a diferença entre um problema de gestão e de comunicação?

 

Nos trabalhos de consultoria, a gente tem notado que muitas vezes os empresários acham que existe um problema de gestão em determinada área, seja financeira, seja de planejamento, marketing, mas no fundo a origem do problema está na comunicação interna entre os sócios, principalmente nas empresas familiares.

 

Que outros conflitos comuns você observa?

 

Problemas de sucessão. Às vezes, pessoas que começaram a empresa há 20 anos ou mais, têm muito orgulho desse negócio e têm dificuldade de deixar os sucessores crescerem. É necessário ter paciência para ensinar e deixar os mais novos errarem também, como a gente errou no começo.

 

Você falou sobre a relação familiar nos negócios, e você é sócio da sua esposa. Como é trabalhar com seu cônjuge?

 

Temos que trabalhar a mediação de conflitos como em todos os casos, mas é tranquilo. Temos visões diferentes, mas sempre procuramos ver qual é nosso interesse comum, qual é objetivo que nos faz trabalhar juntos e debater numa boa.

 

O que você destaca como essencial para realizar uma boa negociação?

 

Em primeiro lugar, o autoconhecimento. Só assim você conseguirá analisar situações de acordo com os interesses comuns – e separar o problema da pessoa. Quando a gente não se conhece, tende a analisar as questões de forma reduzida, esquecendo-se do todo. O importante é nos incluir nesse todo.

 

O que é necessário para resolver um conflito já fechado, como o de duas pessoas que deixaram de conversar uma com a outra? Como se recupera o relacionamento?

 

A única maneira é uma das partes ter, de alguma forma, um nível de amadurecimento e compreensão melhor do que está incomodando – a ele, ao outro e à relação. A chave é esta: trabalhar em torno do que há de interesse comum. Assim, você atenua o foco pessoal, a visão do outro como oponente, e o percebe como alguém que irá te ajudar.