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CONSELHO DE SEGURANÇA DE MARÇO NA SEDE DA CDL NITERÓI

Ocorreu hoje, pela manhã, na sede da CDL Niterói, a reunião mensal do Conselho Comunitário de Segurança Pública. A temática da vez foi a segurança nas escolas e a violência na adolescência. Tema despertado pelo massacre que ocorreu ontem, na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo.

Como parte da banca de debate: Bianca Gebara, representando Claudio Otero Ascoli, delegado da 76ªDP, Mariana Medalha, representando Marcos Peralta, delegado da 79ªDP, Moacir Chagas, presidente do Conselho de Segurança, tenente coronel Sylvio Guerra, Comandante do 12º Batalhão,e o coronel Paulo Henrique Moraes da ISP 12.

O presidente do Conselho de Segurança, Moacir Chagas, destacou a importância de ter a colaboração de todos que de alguma forma têm contato com jovens. Para, assim, identificar comportamentos que possam indicar algum tipo de transtorno emocional ou comportamento abusivo entre alunos. “Precisamos ter um trabalho integrado buscando atender todos aqueles que envolvem a comunidade escolar. Com isso, podemos identificar sinais e prevenir acontecimentos como este”, explica.

Complementando a fala do presidente, o coronel Paulo Henrique Moraes reforçou a relevância de se diagnosticar e observar o jovem para prevenir que essa violência seja desenvolvida.“Não podemos simplificar uma questão que não é simples. A violência nasce dentro de casa, se desenvolve na rua, nas escolas, e nós só vamos interferir no fim da linha. Depois que o jovem já vivenciou toda aquela violência por anos”, disse.

Por fim, foi feita uma análise sobre o trabalho desenvolvido durante as reuniões e a constatação de que não há como estipular uma data para o fim da violência. “O trabalho que fazemos aqui terá resultados de médio a longo prazo. É demorado, temos que ir até a origem do problema. Temos que tratar o que causa e não somente blindar um local”, concluiu o coronel Paulo Henrique.